domingo, 10 de novembro de 2013

Olho vivo especial: União por uma reforma tributária para a classe trabalhadora

Quem paga os impostos pelos serviços públicos é quem mais sente falta deles. Os únicos que pagam imposto de verdade são os trabalhadores porque já vem descontado no seu contrachque. O Movimento União e Olho Vivo luta por uma reforma tributária progressiva, que cobre mais de quem ganha muito e menos de quem ganha pouco.
Uma reforma tributária para a classe trabalhadora
Por Rosane Silva*
Uma diretriz defendida pelo movimento sindical  é a superação do caráter regressivo da estrutura tributária brasileira. Vivemos uma realidade na qual quem ganha menos paga mais e quem ganha mais paga menos impostos. Por isso, defendemos o instituto da progressividade como princípio e a ampliação da tributação sobre a propriedade, lucros e ganhos de capital. No mesmo sentido, defendemos a criação de imposto sobre grandes fortunas e heranças.

Para a superação do caráter regressivo é fundamental desonerar os itens da cesta básica de consumo popular.

A tabela do Imposto de Renda, da forma atual, favorece os maiores salários em detrimento dos menores. Para sua revisão, é necessário desonerar os menores salários, aumentar o número de faixas e rever as alíquotas que têm sido aplicadas.

No que diz respeito à polêmica em torno da contribuição patronal para a Seguridade Social, os trabalhadores defendem – e já se apresentou essa proposta ao governo há bastante tempo – que a contribuição patronal para a Previdência se dê sobre o faturamento, e não sobre a folha de pagamento.

Essa é uma idéia fundamental para os trabalhadores e as trabalhadoras. Cobrando-se pelo faturamento, as empresas que mais contratam força de trabalho obteriam maior desoneração tributária, criando, com isso, estímulo à geração de mais empregos com carteira assinada. Em sentido oposto, essa medida provocaria aumento da tributação daqueles que ganham muito mais do que empregam, como os especuladores e os que vivem em torno do sistema financeiro.

A disputa apenas começou
Uma política industrial nacional coordenada e planejada contribuiria para a redução das desigualdades regionais. A ausência dessa política possibilita aos estados da Federação competirem entre si através de incentivos fiscais para atrair investimentos e aumentar a arrecadação. Sem arrecadação, é menor o orçamento que poderia ser destinado às políticas sociais em âmbito local.
O fim da guerra fiscal tem apoio do movimento sindical que luta pela redução da desigualdade da distribuição de renda nacional. Trata-se de garantir melhores condições de luta pela ampliação de direitos.

O empresariado e seus representantes parlamentares já começaram a bradar. “Denunciam” o Governo Lula por atender à pressão do movimento sindical, reivindicam a diminuição dos impostos para eles e ainda se queixam dos custos de contratação de mão-de-obra.

O debate que queríamos ter dado início desde o primeiro mandato do Governo Lula está apenas começando. Com ele, a disputa de concepção de desenvolvimento. De um lado, aqueles e aquelas que desejam alterar o atual sistema tributário injusto, que gera desigualdade. De outro, o empresariado e seus parlamentares tucanos e DEMos saudosos da era neoliberal, quando garantiram e ampliaram seus privilégios em detrimento dos direitos da classe trabalhadora.

Continuaremos de olho vivo por uma reforma tributária progressiva, que combata a desigualdade e a flexibilização de direitos.

*ADAPTADO DE: Rosane Silva,  Secretária Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da CSD.

Olho vivo especial: União pelo fortalecimento do SUS


Não à privatização da Saúde! Saúde não é mercadoria!
Por Débora Melecchi* 


Um fato grave vem acontecendo e se agravando no nosso país. Mas também na capital gaúcha. É a privatização dos serviços públicos, como forma de salvação do SUS, e a terceirização dos serviços, que aparece como uma forma de organização do trabalho.

Esses processos de mudança de gestão representam, na verdade, lucratividade para o setor privado. Não participa com os recursos humanos, físicos ou materiais para prestar serviço à população, na área da saúde. O Estado subsidia todo o setor privado para oferecer os serviços a partir do contrato de gestão. O setor privado, sem custo nenhum para si, só tem que administrar para o Estado. Pode, inclusive, fazer aplicação no mercado financeiro. E no trabalho se justifica o seu real propósito que é a redução do custo por meio da precarização do mesmo.

O SUS tem mostrado seu grande potencial de transformação social. Em 1990, a mortalidade infantil chegava a 58 para cada mil nascimentos. Em 2011, esta taxa era 16. Hoje cerca de 80% da população depende exclusivamente do SUS. Ele financia entre 70 e 100% dos programas de AIDS, câncer, diabetes e hipertensão. O SUS detém mais de 95% dos serviços de transplantes e de hemodiálise (em 2012 foram realizados 3,9 bilhões de procedimentos).

Em Porto Alegre. Caso IMESF. A prefeitura já perdeu a ação. Mas permanece sem agir e trazer proposta real e concreta para atender a população porto alegrense. Chega de termos penalizados a população e os trabalhadores. Que sejam assumidos os compromissos e as responsabilidades por parte dos gestores. Chega de privatização da saúde. Não podemos aceitar que os serviços públicos de saúde, a partir do Estado, sejam gerenciados por instituições privadas. Não podemos aceitar que a população seja enganada tendo a sua disposição serviços e trabalhadores de saúde que num curto espaço de tempo não mais estarão junto a esta população.

Em Santa Maria/Pelotas/no Brasil. A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Que acaba com a autonomia das universidades e dos serviços públicos. Os empresário irão lucrar com todo os serviços e pesquisas. Traz a desigualdade de acesso aos serviços, prestigiando os planos de saúde.

10 Motivos para ser contra as privatizações na Saúde:

1- Ameaça à Soberania Nacional
Ao privatizar determinado serviço, o Estado perde parte de sua soberania, pois entrega de bandeja ao capital externo o controle e o lucro de determinada finalidade, não podendo o Estado criar ferramentas para proteger a população da ambição capitalista.

2- A entrega dos recursos públicos
Ao privatizar uma empresa, o Estado entrega à iniciativa privada uma empresa construída com dinheiro público. Ou seja, o trabalhador paga com seus impostos ao Estado para que este invista em determinada empresa e depois o Estado vende a empresa à iniciativa privada. Logo, dinheiro público é usado para enriquecer a iniciativa privada.

3- Risco de Desemprego
As privatizações causam desemprego. A iniciativa privada, ao tomar o controle de uma empresa pública, não pensará duas vezes antes de demitir seus funcionários. Logo, as privatizações são ruins para os trabalhadores dessas empresas, que ficarão ameaçados de perderem seus empregos, sendo muitos deles demitidos.

4 - Precarização do trabalho
Existe a informação que chega a 8,2 milhões de trabalhadores terceirizados, representando 22% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil, e os dados do Dieese – julho de 2011 - informam que, para uma mesma atividade profissional, enquanto o efetivado ganha em média R$ 1.444, o terceirizado recebe, em média, R$ 799,00. Ou seja, a terceirização serve para explorar a mão de obra do trabalhador, que se submete aos baixos salários oferecidos, precárias condições de trabalho e falta de direitos e garantias trabalhistas. Uma opção das empresas pela redução de custos por meio de salários. E quando se faz este debate no serviço público a desculpa centra-se no fato da Lei de Responsabilidade Fiscal impedir o pagamento digno aos trabalhadores, de forma valoriza-los e retê-los na rede. Esse argumento não responde às reivindicações das categorias. Se a Lei de Responsabilidade Fiscal impede a viabilização de recursos humanos para a saúde pública, o consenso impõe que se procure adaptá-la, como tantas vezes foi feito, inclusive com a Constituição, que já sofreu várias emendas ou mesmo estudar-se alternativa para sanar esta falha legal.

5- Finalidade
A empresa privada não tem o objetivo de prestar um bom serviço público, o objetivo da empresa privada é o lucro, não importando de que forma isto se dará. Logo, o serviço prestado ao cidadão é piorado.

6 - Fuga de capitais
Com as privatizações, grupos estrangeiros passam a comprar as empresas estatais e a repassar ao exterior os lucros do trabalho do brasileiro. Logo, as privatizações geram fuga de recursos para o exterior e fazem o Brasil ficar mais pobre.

7 - Universalização
Com a privatização, uma empresa pode se negar a oferecer determinado serviço importantíssimo em determinada localidade por causa de sua baixa viabilidade econômica. Logo, até os brasileiros
com recursos podem ser prejudicados pela falta de serviços.

8 - Rasgar a Constituição Federal
Nossa Constituição é social e democrática de Direito, e determina que o Estado preste diretamente serviços como o de educação, saúde e assistência social, podendo a iniciativa privada atuar apenas de forma complementar, não sendo possível a concessão de serviços públicos sociais.

9 - Prejuízos
Com as privatizações o Estado perde uma importante fonte de receita. Imagine quantos hospitais e escolas poderíamos construir com os lucros que as empresas privatizadas estão obtendo todo o ano. É um roubo bilionário. Dinheiro que deveria ser nosso enriquece poucos.

10 – O fim do Controle Social
A Lei 8142/90 garantiu a participação da população na gestão do SUS. Pelas conferências e pelos conselhos de saúde. Não podemos deixar que esta conquista fique ameaçada pelos interesses do capital. Com a privatização dos serviços de saúde buscam acabar com o SUS e com a participação ativa da população na construção das políticas públicas.

Precisamos permanecer na luta por uma saúde de qualidade, por realização de concurso público, por salários dignos, por PCCS, reiterando as diversas propostas já aprovadas nas Conferências de Saúde, Saúde do Trabalhador e do Emprego e Trabalho Decente.

* Débora Melechi é diretora Saúde CTB-RS, diretora Organização Fenafar, presidenta Sindifars

Olho vivo especial: união para eleições limpas

O Movimento União e Olho Vivo apóia a luta pelas Eleições Limpas.
O atual sistema político brasileiro está viciado. Abre caminho para a
corrupção eleitoral e para uma representação política que, em muitos casos,
não atende às aspirações do povo brasileiro. Com isto, distorce a vontade
popular limitando o alcance de uma verdadeira democracia política.

As manifestações que o povo brasileiro, em particular a juventude, vem
realizando são uma demonstração cabal da aspiração em liquidar com a
corrupção e aprofundar o processo democrático no País.

A Lei da Ficha Limpa cumpriu importante papel ao atacar as
consequências da corrupção eleitoral. Agora é necessário enfrentar suas
causas e adotar um sistema eleitoral que assegure o aprofundamento da
democracia.

Uma grave distorção do processo democrático está no sistema eleitoral.
As eleições são feitas em torno de indivíduos e não de partidos e de
propostas que expressem os interesses da maioria da sociedade. O eleitor
vota, na maioria dos casos, sem conhecer as propostas do candidato. E se
elege aquele que tiver mais dinheiro. Com isto o processo eleitoral fica
rebaixado. Não se coloca em pauta as propostas de solução dos problemas de
interesse da sociedade.

Torna-se necessário a adoção de um sistema eleitoral em que as eleições
se façam em torno de projetos e não em torno de indivíduos. Além do mais não
há como proibir as doações empresariais, outras de nossas bandeiras, sem
alterar o atual sistema eleitoral.

Propomos a adoção de um sistema eleitoral em que o voto seja dado a
um partido e ao seu programa. E que a eleição de parlamentares se dê em dois
turnos, assegurando-se ao eleitor a palavra final sobre os eleitos.

No primeiro, o eleitor votaria no partido e na sua lista de candidatos
formada em processo democrático, com a participação de todos os filiados. No
primeiro turno seria definido o número de parlamentares que cada partido
elegeu, sem definir ainda quais. No segundo, os eleitores escolheriam o
candidato de sua preferência. Esta escolha seria feita em torno do dobro das
vagas obtidas por partido no primeiro turno. Assim, se um partido obteve cinco
cadeiras, no segundo turno a votação seria entre os dez primeiros colocados
da lista partidária.

Com isto o primeiro turno garantiria a opção em torno de um determinado
projeto para o país, estado ou município. E o segundo permitiria a escolha do
candidato da preferência do eleitor.

Dispomos de dados que demonstram que isso reduzirá o custo das
eleições para a Justiça Eleitoral, pois hoje o que mais impacta esse valor é o
número excessivo de candidatos.

A questão que mais distorce a vontade da maioria da população é o
financiamento privado de campanha. Ele permite ao poder econômico
influenciar o processo político, privilegiando candidatos que representam
interesses de uma minoria em prejuízo dos candidatos que visam os interesses
da maioria do povo brasileiro.

O real montante das doações privadas para as campanhas eleitorais não
aparece. Se constitui de volumosas doações não declaradas que se prestam a
formação do chamado “caixa dois”, causa principal da corrupção eleitoral.
Uma análise deste financiamento, dito privado evidencia que de privado
tem apenas o nome. Os políticos que dele se beneficiam, muitas vezes,
retribuem aos seus financiadores com recursos públicos através do
superfaturamento de obras e de contratos privilegiados. Esta prática acarreta
um saque aos recursos públicos de regra muito maiores do que a doação
realizada.

Os candidatos que assim se elegem traem compromissos com seus
eleitores, pois defendem os interesses de quem os financiou, causando justa
indignação na sociedade.

Para acabar com essa distorção do processo eleitoral e com a corrupção
eleitoral é que propomos o financiamento democrático de campanha.
Por fim, o projeto ampliará a liberdade de expressão dos cidadãos e da
imprensa, hoje cerceada por leis retrógradas que permitem até que internautas
sejam multados por haverem emitido opiniões de natureza crítica.

A Reforma Política Democrática com o financiamento democrático de
campanha, a eleição parlamentar em dois turnos e a liberdade de expressão
plena sobre a política representa o caminho para aprofundar a democracia,
garantindo a ampliação da representação política da maioria da sociedade,
valorizando o papel do eleitor e contribuindo para o fim da corrupção eleitoral.

Sim à Reforma Política Democrática!
Sim à ampliação da representação popular nas instâncias de poder!
Não ao financiamento de campanha por empresários!
Não à compra de votos e de parlamentares!

Olho Vivo especial: União para expressar a liberdade


Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Lei da Mídia é proposta concreta de democratização da mídia a exemplo da Ley dos Medios da Argentina e do Uruguai.
Nossa luta contra os monopólios midiáticos é desigual. Enquanto nós temos no máximo duas horas numa assembleia como a dos servidores da UFRGS, por exemplo, para nos comunicarmos e para tratarmos nossas questões, onde conseguimos, no máximo, comunicarmo-nos com mil pessoas – isso quando são assembleias muito lotadas –, a RBS e a Globo tem 24 horas por dia para expressar suas ideias alcançando nada menos do que milhões de famílias em todo o território nacional.

Que liberdade de expressão é essa? É verdade que a internet contribui para minimizar essa distorção, mas temos que admitir que seu alcance ainda é limitado. Por exemplo, quantos acessos por dia têm os nossos sites, como o da Assufrgs (Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e o da FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em IES Públicas do Brasil)? É possível comparar a audiência de nossos sites com a audiência do Jornal do Almoço da RBS ou do programa Big Brother Brasil da Rede Globo? Com certeza, perdemos esse jogo de goleada, o que demonstra a verdade da tese que diz que não existe liberdade de expressão sem democracia no acesso aos meios de comunicação.

Por isso, quero chamar atenção para a importância de uma grande campanha no país em 2013. Encabeçada pelo Fórum Nacional de Democratização da Comunicação, Coletivo Intervozes e outras entidades dos movimentos sociais, a Campanha Para Expressar a Liberdade lançará como instrumento de luta política um projeto de lei para regular a comunicação. A meta da Campanha é ousada: angariar mais de um milhão e quinhentas mil assinaturas a favor desse projeto de lei, pautando a não-existência da plena democracia sem garantia de liberdade de expressão para o conjunto da sociedade e não apenas para um setor privilegiado detentor hoje das rádios, dos canais de televisão, dos jornais e das revistas impressas de maior circulação e abrangência nacional.

Se o governo não se move e o Congresso se omite, cabe à sociedade a tarefa de impulsionar esse debate. Tivemos, no final de 2009, um processo rico de debates que foi a Conferência Nacional de Comunicação, que reuniu a sociedade e aprovou uma série de propostas de reformulação da política nacional de comunicação. Essas propostas aprovadas foram engavetadas por pressão dos monopólios midiáticos. É preciso retomar esse processo e avançar na democratização da comunicação. Cabe aos movimentos organizados o papel de impulsionar o governo a assumir agendas que são estratégicas para a democracia. É imperativo ao conjunto dos movimentos sociais integrarem-se de forma pró-ativa na luta por um novo marco regulatório de comunicações.

Olho vivo especial: Contra o superavit primário

Entendendo o superávit primário
O gráfico acima permite visualizar muito claramente que quase metade (47,19%) do orçamento da União é destinado a Juros e Amortizações da Dívida, enquanto que 3,9% desses recuros são destinados a saúde e 3,18% a educação. A luta que nos une é para reverter essa balança: menos dinheiro para banqueiros e mais para saúde e educação.

Como se sabe, o superávit primário é o dinheiro que o governo economiza para pagar os juros da dívida pública. Segundo dados do próprio governo, o
superávit primário de 2012 é de R$ 139,8 bi. Isto é mais que o dobro do orçamento do Ministério da Educação de 2011, que foi de R$ 69 bi. A realocação de apenas 0,5% do superávit primário já liberaria R$22,5 bi. Esse valor seria mais do que suficiente para reestruturar as carreiras do executivo, em direção da isonomia. Só para se ter uma idéia, o reajuste pleiteado por autoridades e servidores públicos do Legislativo e do Judiciário no ano passado tinha um impacto de R$9,9 bi, e estas categorias são a "elite" do funcionalismo.
A valorização do serviço público como superação da crise

Em períodos de crise, o Governo deve aumentar os gastos públicos, e não cortar. A solução brasileira deve ser inversa a solução grega, que já se demonstrou errada. Além de reduzir a taxa básica de juros, que já foi correta, o governo precisa ser mais ousado. Precisa reduzir substancialmente o superávit primário e realocar recursos hoje destinados ao pagamento dos juros da dívida pública para investimentos públicos e atendimento das demandas sociais. Nesse esforço, deve estar incluído a valorização salarial dos servidores públicos, começando por aqueles que trabalham no atendimento direto da população, que são os mais desvalorizados. Dentro desse grupo, estão os trabalhadores da Universidade, que é a categoria menos valorizada. Não adianta dizer que educação é importante e não valorizar quem trabalha com educação. Estamos afirmando que a solução para a crise passa pela valorização do trabalhador do serviço público.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

[FASUBRA]: RELATÓRIO DA PLENÁRIA NACIONAL ESTATUTÁRIA, 05 e 06 de Julho de 2013

Local: Hotel Nacional Brasília (Setor Hoteleiro Sul - Quadra 01 - Bloco A). Hora: A partir das 9h.
Entidades credenciadas: (26) vinte e seis (107) cento e sete delegados(as).
Entidades Presentes: 26 (vinte e seis). SINTUFS, SINTUR-RJ, SINDITEST-PR, SINTUSFCAR, SINTEST-RN, SINTE-MED, SISTA-MS, ASUFPEL, ASSUFRGS, SINTUFF, SINTUFEJUF, SINTET-UFU, SINTESPB, SINTESAM, SIND. ASSUFOP, SINTUFSC, ASUNIRIO, SINDUFLA, SINTFUB, SINTIFESgo, SINTUFCe, SINTUFES, ASSUFSM, SINTUFRJ, APTAFURG, SINDIFES.
Entidades Observadoras: ASSUFBA, SINTUFAL.
Diretores Presentes: Janine, Gibran, Paulo Henrique, Rolando, Rosângela, Luiz Antônio, JP, Diego, Angela, Edson, Antonieta, Rildo (em substituição ao Coordenador Uchôa); Rosane (em substituição ao Coordenador Ronaldo), Maria Antônia (em substituição ao Coordenador Rogério), Paulo Vaz, Charles, Neusa, Ivanilda, Chiquinho, Sônia (em substituição a Coordenadora Tânia Flores) e Heloiza Helena (em substituição a Coordenadora Lígia), Lucivaldo (em substituição ao Coordenador Darci).

Pauta: 

  • Debate Temático sobre o PNE abrindo a Plenária; 
  • Informes; 
  • Avaliação da Conjuntura; 
  • Campanha Salarial; 
  • Organização da Paralisação Nacional do dia 11/7; 
  • Encaminhamentos.

I - INFORMES NACIONAIS:

1. CAMPANHA LGBT:

A FASUBRA lançou no Encontro Regional do Espírito Santo a Campanha Nacional LGBT, com o Slogan: LGBT é de Luta! Unidade na Diversidade. É de grande importância esta campanha, para garantia do direito humano fundamental que é a Orientação Sexual. Os dados internacionais apontam o Brasil como o país mais homofóbico do mundo. Os dados, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, mostram que em 2012, 338 homossexuais foram assassinados e no início de 2013 já haviam sido assassinados mais 48 homossexuais.

Apesar dos avanços na legislação, onde 12 estados mais o Distrito Federal já aprovaram o casamento homo afetivo, ampliando-se as adoções para estes casais, os avanços vêm acompanhados de uma epidemia de ódio, onde a homofobia mata todo dia!

A FASUBRA entende que não é a lei que muda o preconceito e nem acaba com a violência, que esta realidade só será mudada após um profundo processo de conscientização e educação. Neste sentido, a FASUBRA orienta suas entidades de base a implementarem e divulgarem a campanha, bem como a aprofundarem o debate e a formação dos trabalhadores.

2. ADIAMENTO DOS GRUPOS DE TRABALHO:

Mais uma vez o governo adia as reuniões dos grupos de trabalho. O grupo de trabalho de Democratização foi adiado do dia 12 para o dia 25 de julho.

3. CAMPANHA SALARIAL 2013: 

Eixos da Campanha: 

  • Definição da Data-Base em 1º de Maio;
  • Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações; 
  • Cumprimento, por parte do Governo, dos acordos e protocolo de intenções firmadas;
  • Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores; 
  • Retirada dos PLs, MPs, Decretos contrários aos interesses dos servidores públicos, supressão do Artigo 76 da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define o prazo até 31/AGO, para encaminhar projetos de lei que reestruturam carreiras e concedem qualquer tipo de reajuste aos trabalhadores; 
  • Liberação para mandato sindical; 
  • Defesa dos Serviços Públicos e valorização dos Servidores Públicos; 
  • Reajuste dos Benefícios; 
  • Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas.


4. CONSTRUÇÃO DO DIA 11 DE JULHO:

O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais - CSP-Conlutas, Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB - como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua, para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:

  • Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;
  • Mais investimentos na saúde e educação pública;
  • Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
  • Redução da jornada de trabalho;
  • Fim dos leilões das reservas de petróleo;
  • Contra o PL 4330, da terceirização;
  • Reforma Agrária.

A este conjunto de reivindicações podem agregar-se outras, que cada categoria achar adequado e que ajude a mobilizar os trabalhadores.

Organizar a greve e os protestos em todas as categorias. A tarefa imediata de todos os sindicatos é convocar assembleias, realizar reuniões por local de trabalho, agitação política na base, informando a categoria sobre a natureza e os objetivos da mobilização, além de buscar se incorporar às atividades gerais em suas cidades.

5. TERCEIRIZAÇÃO:

Após a ampla mobilização popular e movimentação das centrais no parlamento, em reunião com reunião com o presidente da CTASP, ficou acertado o adiamento da votação do PL 4330 que tramita naquela comissão em caráter terminativo. Ainda ficou acertada a criação de uma comissão composta com representação das Centrais, do governo, dos empresários e dos deputados para debater as alterações no PL.

II - ANÁLISE DE CONJUNTURA:

Nas últimas semanas acompanhamos um protagonismo ímpar do povo brasileiro em ações de rua, que conseguiu se impor frente à manipulação dos meios de comunicação e ao aparato repressor do Estado, que sempre buscou criminalizar os movimentos sociais. É a indignação do povo excluído de condições dignas de vida, sobretaxado em impostos, enquanto as políticas públicas são de isenções apenas para os empresários, sem que isto se traduza em qualquer ganho para a população. O país sangra com os juros e encargos da dívida e gasta fortunas nas obras da copa, o povo sofre com a falta de políticas públicas de saúde, educação, moradia, mobilidade, saneamento básico e segurança. Diante disso a nossa categoria se soma a esses protestos, mantendo sua posição histórica em defesa de serviços públicos, gratuitos, de qualidade e socialmente referenciada.

Não há dúvida que os governos, municipais, estaduais e principalmente o governo federal, sem esquecer o congresso nacional, têm culpa no processo de explosão social que estamos vivendo no país. Infelizmente as principais demandas dos trabalhadores e da juventude não foram atendidas nesses últimos dez anos.
Nós trabalhadores do Serviço Público Federal, em especial os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) nos somamos a essa corrente de insatisfação que tomou o país em uma série de grandes manifestações, e temos muito a exigir do governo, pois somos uma categoria muito importante para a construção e expansão das universidades garantindo o ensino, a pesquisa e extensão, contribuindo imensamente para a produção do conhecimento nesse país.

Contraditoriamente, somos o pior piso e pior teto salarial do funcionalismo público. Estamos vendo o avanço da inflação, que atinge índices superiores ao previsto em período anterior, corroendo nossos salários e valores de benefícios. Os prazos para a finalização dos GT’s não foram cumpridos e as perspectivas dos debates feitos com o governo, até agora, não nos tem dado a possibilidade de vislumbrar avanços.

O clamor das ruas por saúde e educação públicas parece não se fazer ouvir nas esferas de governo, enquanto isso a indignação continua presente na maioria da população. No tocante à demanda por educação, nossa categoria sofre a discriminação da invisibilidade, em que pese sermos os únicos representantes dos técnicos e administrativos do ensino superior público, e sequer é citada no Plano Nacional de Educação – PNE – nem na versão proposta pelo governo e muito menos no projeto que tramita no congresso nacional. No senado houve uma alteração grave de redação, e os recursos públicos investidos em Educação Pública, Gratuita e de Qualidade passam a ser investido em “Educação” tão somente, o que favorecerá o financiamento da Educação Privada, por isso reafirmamos a necessidade de 10% do PIB para a educação pública, pois ensino não é mercadoria.

Estamos sendo brutalmente atingidos pela implementação da EBSERH, que além de não ser uma alternativa para resolver a crise instalada nos HUs, em médio e longo prazo, levará os TAEs a desaparecer, enquanto categoria que atua nos hospitais universitários, pois serão substituídos por trabalhadores sem estabilidade (CLT) e pelas terceirizações, precarizando o atendimento e intensificando o espaço privado da saúde, como modelo de atendimento nessas instituições, a exemplo do que ocorre no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Aliado a isso o PL 92/07, em tramitação no Congresso, pode expor o conjunto do serviço público a esse modelo de privatização, na contramão dos anseios da população.

É neste contexto que a insatisfação manifestada nas ruas é reconhecida pela nossa categoria, pelos sindicatos de base e pela nossa Federação (FASUBRA). Por isto, os Técnico-Administrativos de todas as IES, também participam ativamente desse processo de mobilização social de forma organizada. No dia 11 de julho faremos um dia nacional de paralisação em todo país, em conjunto com as demais entidades do serviço público federal e as centrais sindicais. 

Todas as universidades federais vão parar suas atividades no dia 11 de julho, para aderir aos protestos, por concordar com os temas mais gerais e incorporar as demandas específicas da categoria que são urgentes. Acreditamos que o atendimento à nossa pauta é a certeza de fortalecer o serviço publico federal, valorizar os trabalhadores técnico-administrativos, qualificar a produção do conhecimento e a democratização do ensino superior público no Brasil, sendo, portanto, pautas importantíssimas para os trabalhadores brasileiros que, se atendidas, estarão, em nossa opinião, ajudando a mudar a realidade educacional do país para melhor. 

Neste sentido, a plenária deliberou: 

Pela construção de uma grande paralisação nacional das Universidades no dia 11 de julho, dia nacional de paralisação convocado pelas Centrais, onde nossas bandeiras devem ser o centro da paralisação, que tem como eixos centrais:

  1. Revogação da lei que cria a EBSERH e destinação de 10% do PIB para Saúde Pública, Gratuita e de Qualidade;
  2. Revogação das Reformas da Previdência de 2003 (EC 41) e de 1998, bem como a prisão dos Mensaleiros; 
  3. Incorporar aos eixos da Campanha Salarial a antecipação das parcelas e do step do acordo de greve; 
  4. Suspensão do pagamento da Dívida Pública com Auditoria já! 
  5. Em defesa dos direitos dos Aposentados.

Deliberou, ainda, pela continuidade de nossas lutas dentro do período: 

  • Discutir a construção da greve contra a EBSERH, a partir da avaliação do dia 11, que deve ser feita pela direção da federação com convocação de uma plenária em 30 dias; - Reposição da inflação;
  • Realizar atividades no Congresso Nacional para aprovação da PEC 18/2013 (Perdas de mandato dos parlamentares, por improbidade administrativa);
  • Efetivar a resolução congressual de realização do Encontro da Juventude da base da FASUBRA;
  • Continuar a luta contra as privatizações e pela extinção do PL 92/07 (Fundação Estatal de Direito Privado);
  • Defender o Direito de Greve e de Negociação Coletiva;
  • Aprovação de uma lei específica contra o Assédio Moral;
  • Lutar pela manutenção do pagamento das Ações Judiciais, Retorno dos 26,05% onde foram retirados e contra os abusos do TCU;
  • Participar da Campanha pela aprovação do PL 531/2009, construído pela FUP (Federação única dos Petroleiros) em conjunto com os movimentos sociais, que estabelece o monopólio estatal do petróleo e gás, através da Petrobrás 100% Estatal e Pública;
  • Apoiar as CPIs dos Transportes e da Copa;
  • Lutar pela Punição dos crimes da Ditadura e Revisão da “Lei de Anistia”;
  • Passe livre Estudantil e para os desempregados sem sobretaxação de impostos;
  • Por um PNE que priorize a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade com a destinação de 10% do PIB;
  • A FASUBRA deve discutir uma proposta de Reforma Política que de fato interesse a classe trabalhadora e encaminhe para as entidades de base deliberar em suas AGs e em uma próxima plenária;
  • Destacar nas lutas a aprovação da PEC 555 que isenta os Aposentados da contribuição previdenciária;
  • Exigir do governo resultados urgentes dos Grupos de Trabalho;
  • Para construir a memória das lutas das mulheres da FASUBRA, em todas as plenárias, faremos o extrato de todas as suas falas;
  • Contra a lei que regulamenta a terceirização;
  • Instalação da CIS nas Universidades que ainda não tem conforme portaria 2519/05 do MEC;
  • Pela regulamentação das 30h da enfermagem que já se encontra no congresso;
  • Lutar pela democratização das IES;
  • Lutar contra toda forma de homofobia.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

[FASUBRA]: 11 DE JULHO - DIA NACIONAL DE GREVES E PARALISAÇÕES É ORGANIZADO PELO FÓRUM DOS SPFs



Em reunião realizada ontem (3/7) na sede da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF), entidades que compõem o Fórum de Entidades dos Servidores Públicos Federais discutiram os detalhes finais para a realização do Dia Nacional de Greves e Paralisações na próxima quinta-feira, 11 de julho.

A Fasubra foi representada na reunião pelos coordenadores Luiz Antônio de Araújo Silva, Rolando Malvásio Júnior, João Paulo Ribeiro, Antonieta Cóssio Xavier e Maria Antônia Bertoni.

O Dia Nacional, convocado pelas centrais sindicais, tem por objetivo inserir as pautas dos trabalhadores públicos nas manifestações que vêm ocorrendo em todo o país. Por isso, as entidades do Fórum dos SPFs adendam os eixos abaixo à pauta das mobilizações:

1) reajuste salarial digno e valorização do servidor público;
2) paridade entre ativos e aposentados;
3) anulação da reforma da Previdência de 2003;
4) contra a privatização dos hospitais universitários e da previdência do servidor;
5) não aos leilões do petróleo e ao projeto de lei que cria as fundações privadas no setor público (PLP 92/2009), que regulamenta a privatização de todo o Estado Brasileiro.

A Direção da Fasubra reforçou que a Federação está totalmente inserida na pauta do Dia Nacional tendo, inclusive, orientado suas entidades de base a organizarem e mobilizarem-se nos estados. Ressaltou ainda que é necessário reforçar a Campanha Salarial do conjunto dos trabalhadores do serviço público federal, propondo reuniões com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e setores do governo para cobrar retorno sobre pauta de reivindicações protocolada em janeiro deste ano no MPOG, junto à Presidência da República e MEC, ainda sem resposta.

Quanto à proposta, surgida na reunião anterior do Fórum, de solicitar a antecipação das parcelas dos 15,8% de aumento concedidos pelo Governo ao funcionalismo federal, a Fasubra informou às entidades do Fórum dos SPFs que em virtude da realização dos Encontros Regionais e das manifestações que têm ocorrido no país, não houve tempo hábil para que o tema fosse discutido na base, mas que o mesmo seria analisado na reunião da Diretoria Nacional, na quinta-feira (4/7) e, provavelmente, na Plenária Nacional dado que em algumas bases da Federação, a exemplo da UnB, o tema já foi abordado com expectativa de absorção pela categoria.

Ao final da reunião foram tirados, entre outros, os seguintes encaminhamentos: orientar os sindicatos de base a incorporar-se ao Dia Nacional de Greves e Paralisações através dos comitês estaduais do Fórum dos SPFs e realização de ato em Brasília no dia 11/7 com representação de entidades; distribuição do cartaz de convocação das categorias para o Dia Nacional de Greves e Paralisações. Como não houve consenso sobre a proposta de antecipação das parcelas do acordo salarial fechado, o Fórum orientou o aprofundamento da discussão pelas entidades e centrais sindicais.

A Fasubra já enviou os cartazes às bases e na reunião da DN desta quinta-feira (4) fez a avaliação de conjuntura com ênfase no Dia Nacional de Luta com Paralisações.

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Redação: Carla Jurumenha – ASCOM FASUBRA Sindical


FONTE: FASUBRA Notícias