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segunda-feira, 8 de julho de 2013

[FASUBRA]: RELATÓRIO DA PLENÁRIA NACIONAL ESTATUTÁRIA, 05 e 06 de Julho de 2013

Local: Hotel Nacional Brasília (Setor Hoteleiro Sul - Quadra 01 - Bloco A). Hora: A partir das 9h.
Entidades credenciadas: (26) vinte e seis (107) cento e sete delegados(as).
Entidades Presentes: 26 (vinte e seis). SINTUFS, SINTUR-RJ, SINDITEST-PR, SINTUSFCAR, SINTEST-RN, SINTE-MED, SISTA-MS, ASUFPEL, ASSUFRGS, SINTUFF, SINTUFEJUF, SINTET-UFU, SINTESPB, SINTESAM, SIND. ASSUFOP, SINTUFSC, ASUNIRIO, SINDUFLA, SINTFUB, SINTIFESgo, SINTUFCe, SINTUFES, ASSUFSM, SINTUFRJ, APTAFURG, SINDIFES.
Entidades Observadoras: ASSUFBA, SINTUFAL.
Diretores Presentes: Janine, Gibran, Paulo Henrique, Rolando, Rosângela, Luiz Antônio, JP, Diego, Angela, Edson, Antonieta, Rildo (em substituição ao Coordenador Uchôa); Rosane (em substituição ao Coordenador Ronaldo), Maria Antônia (em substituição ao Coordenador Rogério), Paulo Vaz, Charles, Neusa, Ivanilda, Chiquinho, Sônia (em substituição a Coordenadora Tânia Flores) e Heloiza Helena (em substituição a Coordenadora Lígia), Lucivaldo (em substituição ao Coordenador Darci).

Pauta: 

  • Debate Temático sobre o PNE abrindo a Plenária; 
  • Informes; 
  • Avaliação da Conjuntura; 
  • Campanha Salarial; 
  • Organização da Paralisação Nacional do dia 11/7; 
  • Encaminhamentos.

I - INFORMES NACIONAIS:

1. CAMPANHA LGBT:

A FASUBRA lançou no Encontro Regional do Espírito Santo a Campanha Nacional LGBT, com o Slogan: LGBT é de Luta! Unidade na Diversidade. É de grande importância esta campanha, para garantia do direito humano fundamental que é a Orientação Sexual. Os dados internacionais apontam o Brasil como o país mais homofóbico do mundo. Os dados, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, mostram que em 2012, 338 homossexuais foram assassinados e no início de 2013 já haviam sido assassinados mais 48 homossexuais.

Apesar dos avanços na legislação, onde 12 estados mais o Distrito Federal já aprovaram o casamento homo afetivo, ampliando-se as adoções para estes casais, os avanços vêm acompanhados de uma epidemia de ódio, onde a homofobia mata todo dia!

A FASUBRA entende que não é a lei que muda o preconceito e nem acaba com a violência, que esta realidade só será mudada após um profundo processo de conscientização e educação. Neste sentido, a FASUBRA orienta suas entidades de base a implementarem e divulgarem a campanha, bem como a aprofundarem o debate e a formação dos trabalhadores.

2. ADIAMENTO DOS GRUPOS DE TRABALHO:

Mais uma vez o governo adia as reuniões dos grupos de trabalho. O grupo de trabalho de Democratização foi adiado do dia 12 para o dia 25 de julho.

3. CAMPANHA SALARIAL 2013: 

Eixos da Campanha: 

  • Definição da Data-Base em 1º de Maio;
  • Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações; 
  • Cumprimento, por parte do Governo, dos acordos e protocolo de intenções firmadas;
  • Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores; 
  • Retirada dos PLs, MPs, Decretos contrários aos interesses dos servidores públicos, supressão do Artigo 76 da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que define o prazo até 31/AGO, para encaminhar projetos de lei que reestruturam carreiras e concedem qualquer tipo de reajuste aos trabalhadores; 
  • Liberação para mandato sindical; 
  • Defesa dos Serviços Públicos e valorização dos Servidores Públicos; 
  • Reajuste dos Benefícios; 
  • Paridade entre ativos, aposentados e pensionistas.


4. CONSTRUÇÃO DO DIA 11 DE JULHO:

O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais - CSP-Conlutas, Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB - como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua, para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:

  • Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos;
  • Mais investimentos na saúde e educação pública;
  • Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias;
  • Redução da jornada de trabalho;
  • Fim dos leilões das reservas de petróleo;
  • Contra o PL 4330, da terceirização;
  • Reforma Agrária.

A este conjunto de reivindicações podem agregar-se outras, que cada categoria achar adequado e que ajude a mobilizar os trabalhadores.

Organizar a greve e os protestos em todas as categorias. A tarefa imediata de todos os sindicatos é convocar assembleias, realizar reuniões por local de trabalho, agitação política na base, informando a categoria sobre a natureza e os objetivos da mobilização, além de buscar se incorporar às atividades gerais em suas cidades.

5. TERCEIRIZAÇÃO:

Após a ampla mobilização popular e movimentação das centrais no parlamento, em reunião com reunião com o presidente da CTASP, ficou acertado o adiamento da votação do PL 4330 que tramita naquela comissão em caráter terminativo. Ainda ficou acertada a criação de uma comissão composta com representação das Centrais, do governo, dos empresários e dos deputados para debater as alterações no PL.

II - ANÁLISE DE CONJUNTURA:

Nas últimas semanas acompanhamos um protagonismo ímpar do povo brasileiro em ações de rua, que conseguiu se impor frente à manipulação dos meios de comunicação e ao aparato repressor do Estado, que sempre buscou criminalizar os movimentos sociais. É a indignação do povo excluído de condições dignas de vida, sobretaxado em impostos, enquanto as políticas públicas são de isenções apenas para os empresários, sem que isto se traduza em qualquer ganho para a população. O país sangra com os juros e encargos da dívida e gasta fortunas nas obras da copa, o povo sofre com a falta de políticas públicas de saúde, educação, moradia, mobilidade, saneamento básico e segurança. Diante disso a nossa categoria se soma a esses protestos, mantendo sua posição histórica em defesa de serviços públicos, gratuitos, de qualidade e socialmente referenciada.

Não há dúvida que os governos, municipais, estaduais e principalmente o governo federal, sem esquecer o congresso nacional, têm culpa no processo de explosão social que estamos vivendo no país. Infelizmente as principais demandas dos trabalhadores e da juventude não foram atendidas nesses últimos dez anos.
Nós trabalhadores do Serviço Público Federal, em especial os trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (TAEs) nos somamos a essa corrente de insatisfação que tomou o país em uma série de grandes manifestações, e temos muito a exigir do governo, pois somos uma categoria muito importante para a construção e expansão das universidades garantindo o ensino, a pesquisa e extensão, contribuindo imensamente para a produção do conhecimento nesse país.

Contraditoriamente, somos o pior piso e pior teto salarial do funcionalismo público. Estamos vendo o avanço da inflação, que atinge índices superiores ao previsto em período anterior, corroendo nossos salários e valores de benefícios. Os prazos para a finalização dos GT’s não foram cumpridos e as perspectivas dos debates feitos com o governo, até agora, não nos tem dado a possibilidade de vislumbrar avanços.

O clamor das ruas por saúde e educação públicas parece não se fazer ouvir nas esferas de governo, enquanto isso a indignação continua presente na maioria da população. No tocante à demanda por educação, nossa categoria sofre a discriminação da invisibilidade, em que pese sermos os únicos representantes dos técnicos e administrativos do ensino superior público, e sequer é citada no Plano Nacional de Educação – PNE – nem na versão proposta pelo governo e muito menos no projeto que tramita no congresso nacional. No senado houve uma alteração grave de redação, e os recursos públicos investidos em Educação Pública, Gratuita e de Qualidade passam a ser investido em “Educação” tão somente, o que favorecerá o financiamento da Educação Privada, por isso reafirmamos a necessidade de 10% do PIB para a educação pública, pois ensino não é mercadoria.

Estamos sendo brutalmente atingidos pela implementação da EBSERH, que além de não ser uma alternativa para resolver a crise instalada nos HUs, em médio e longo prazo, levará os TAEs a desaparecer, enquanto categoria que atua nos hospitais universitários, pois serão substituídos por trabalhadores sem estabilidade (CLT) e pelas terceirizações, precarizando o atendimento e intensificando o espaço privado da saúde, como modelo de atendimento nessas instituições, a exemplo do que ocorre no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Aliado a isso o PL 92/07, em tramitação no Congresso, pode expor o conjunto do serviço público a esse modelo de privatização, na contramão dos anseios da população.

É neste contexto que a insatisfação manifestada nas ruas é reconhecida pela nossa categoria, pelos sindicatos de base e pela nossa Federação (FASUBRA). Por isto, os Técnico-Administrativos de todas as IES, também participam ativamente desse processo de mobilização social de forma organizada. No dia 11 de julho faremos um dia nacional de paralisação em todo país, em conjunto com as demais entidades do serviço público federal e as centrais sindicais. 

Todas as universidades federais vão parar suas atividades no dia 11 de julho, para aderir aos protestos, por concordar com os temas mais gerais e incorporar as demandas específicas da categoria que são urgentes. Acreditamos que o atendimento à nossa pauta é a certeza de fortalecer o serviço publico federal, valorizar os trabalhadores técnico-administrativos, qualificar a produção do conhecimento e a democratização do ensino superior público no Brasil, sendo, portanto, pautas importantíssimas para os trabalhadores brasileiros que, se atendidas, estarão, em nossa opinião, ajudando a mudar a realidade educacional do país para melhor. 

Neste sentido, a plenária deliberou: 

Pela construção de uma grande paralisação nacional das Universidades no dia 11 de julho, dia nacional de paralisação convocado pelas Centrais, onde nossas bandeiras devem ser o centro da paralisação, que tem como eixos centrais:

  1. Revogação da lei que cria a EBSERH e destinação de 10% do PIB para Saúde Pública, Gratuita e de Qualidade;
  2. Revogação das Reformas da Previdência de 2003 (EC 41) e de 1998, bem como a prisão dos Mensaleiros; 
  3. Incorporar aos eixos da Campanha Salarial a antecipação das parcelas e do step do acordo de greve; 
  4. Suspensão do pagamento da Dívida Pública com Auditoria já! 
  5. Em defesa dos direitos dos Aposentados.

Deliberou, ainda, pela continuidade de nossas lutas dentro do período: 

  • Discutir a construção da greve contra a EBSERH, a partir da avaliação do dia 11, que deve ser feita pela direção da federação com convocação de uma plenária em 30 dias; - Reposição da inflação;
  • Realizar atividades no Congresso Nacional para aprovação da PEC 18/2013 (Perdas de mandato dos parlamentares, por improbidade administrativa);
  • Efetivar a resolução congressual de realização do Encontro da Juventude da base da FASUBRA;
  • Continuar a luta contra as privatizações e pela extinção do PL 92/07 (Fundação Estatal de Direito Privado);
  • Defender o Direito de Greve e de Negociação Coletiva;
  • Aprovação de uma lei específica contra o Assédio Moral;
  • Lutar pela manutenção do pagamento das Ações Judiciais, Retorno dos 26,05% onde foram retirados e contra os abusos do TCU;
  • Participar da Campanha pela aprovação do PL 531/2009, construído pela FUP (Federação única dos Petroleiros) em conjunto com os movimentos sociais, que estabelece o monopólio estatal do petróleo e gás, através da Petrobrás 100% Estatal e Pública;
  • Apoiar as CPIs dos Transportes e da Copa;
  • Lutar pela Punição dos crimes da Ditadura e Revisão da “Lei de Anistia”;
  • Passe livre Estudantil e para os desempregados sem sobretaxação de impostos;
  • Por um PNE que priorize a Educação Pública, Gratuita e de Qualidade com a destinação de 10% do PIB;
  • A FASUBRA deve discutir uma proposta de Reforma Política que de fato interesse a classe trabalhadora e encaminhe para as entidades de base deliberar em suas AGs e em uma próxima plenária;
  • Destacar nas lutas a aprovação da PEC 555 que isenta os Aposentados da contribuição previdenciária;
  • Exigir do governo resultados urgentes dos Grupos de Trabalho;
  • Para construir a memória das lutas das mulheres da FASUBRA, em todas as plenárias, faremos o extrato de todas as suas falas;
  • Contra a lei que regulamenta a terceirização;
  • Instalação da CIS nas Universidades que ainda não tem conforme portaria 2519/05 do MEC;
  • Pela regulamentação das 30h da enfermagem que já se encontra no congresso;
  • Lutar pela democratização das IES;
  • Lutar contra toda forma de homofobia.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

[FASUBRA]: REUNIÃO DO FÓRUM DAS ENTIDADES NACIONAIS DOS SPFs, REALIZADA DIA 10/06/2013

Na reunião de hoje tivemos a presença de apenas 09 (nove) entidades (ANDES-SN, ANFA-SINDICAL, ASSIBGE-SN, CONDSEF, CSP-CONLUTAS, FASUBRA, FENAJUFE, FENASPS e SINAL).

Não houve condições pelos informes prestados de fazer um prognóstico em torno da coleta de assinaturas nos “abaixo-assinados” na Campanha pela Anulação da Reforma da Previdência-2003. No entanto, umas com mais ímpeto outras menos, as entidades desenvolveram a campanha em suas bases.

Com base nesta realidade, foram tomados os seguintes encaminhamentos:


Coleta de assinaturas e apuração:

  • Tentar um último “suspiro” para coleta das assinaturas até a manhã do dia 12.06;
  • Insistir junto as entidades no sentido de enviarem por essa lista de e-mails suas previsões de coleta até amanhã (11.06) as 15 horas.
  • Realizar um encontro das entidades amanhã (11.06), 17 horas, na sede da CONDSEF, para fazer uma apuração prévia dos abaixo-assinados;
  • Admitir a recepção das listas até o dia 12.06 com entrega no próprio local do ato, em frente ao STF.


Sobre o Ato do dia 12.06, 14 horas no STF:

  • Gravar um spot chamando os servidores e a população, durante todo o dia 11.06 e até o meio dia do dia 12.06, para o ato em frente ao STF. Responsável: CONDSEF;
  • Buscar apoio junto ao SINTFUB para que ceda o carro de som para rodar na Esplanada dos Ministérios e área da Rodoviária. Responsável: FASUBRA. OBS: Caso o SINTFUB não ceda o carro, a CONDSEF contratará e o custo será cotizado entre as entidades do Fórum;
  • Elaborar uma faixa grande assinada pelas entidades do Fórum Nacional, reproduzindo o cartaz da campanha “REFORMA DA PREVIDÊNCIA COMPRADA TEM QUE SER ANULADA”. Responsável: CONDSEF;
  • As entidades devem envidar todos os esforços para colocar o maior número possível de ativistas no dia do ato em frente ao STF e, ao mesmo tempo, manter a indicação das atividades conjuntas nos estados com as organizações do Espaço de Unidade de Ação;
  • Já está acertado com o escritório do Dr. Cesar Brito de impetrarmos uma ação amicus curiae que vamos dar entrada no STF no dia 12.06, junto com a entrega dos abaixo-assinados. Neste sentido, solicitamos que as entidades garantam parte de sua representação com traje a rigor (social), conforme exigência para entrada naquele tribunal.


Sobre o PLP-092/07

  • As entidades devem manter atenção redobrada na pauta do Congresso Nacional e acompanhar a possibilidade da entrada do projeto em votação nesta semana. Caso seja agendada para plenário, a movimentação é no sentido de levar faixas, cartazes, panfletos e todo o material disponível para fazer a pressão no parlamento. O ponto de encontro, se programada a votação, é no corredor das comissões com entrada pelo anexo 3 da Câmara dos Deputados.



FONTE: FASUBRA - INFORME DE DIREÇÃO Nº. 04 - 12/06/2013 PLANTÃO DN.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

[UFRGS-FLEXIBILIZAÇÃO JORNADA DE TRABALHO:]: RELATO DA SEGUNDA REUNIÃO DA COMISSÃO DE ESTUDO DA FLEXIBILIZAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO NA UFRGS, REALIZADA DIA 23/05/2013

Data: 23/05/2013
Horário: 14 horas
Local: sala 3 do CEPE

Presentes: Vânia, Daniel, Sérgio, Luiz Carlos, Soraya, Silvio, Bernadete e Paulo
Ausências Justificadas: Rose, Rui e Berenice
Convidado: Maurício

Maurício apresentou o andamento dos trabalhos da Comissão encarregada da regulamentação do controle eletrônico de ponto, falou sobre a visita a UFSM, ao prazo de implantação que deverá ser de aproximadamente 18 meses após a assinatura do TAC pela UFRGS. Também informou ser possível flexibilizar a liberação do registro eletrônico de freqüência. Manifestou a intenção da administração central de ter definida a questão da flexibilização da jornada de trabalho antes.

Vânia justificou a ausência da Profa. Soraya e do técnico-administrativo Paulo na reunião de instalação da Comissão, por problemas ocorridos na comunicação entre a administração central e os mesmos, o que acabou fazendo que somente tivessem ciência da data de instalação da comissão no próprio dia.

Foi aprovado, por proposição da Vânia, o nome do Silvio para relator da Comissão.

A seguir reafirmamos o calendário de reuniões, que acontecerão sempre as quintas-feiras, a partir das 14 horas. A princípio a Comissão terá 12 encontros para construir a proposta.

Algumas Deliberações:

- Definição de público, utilizar a definição de usuário da Lei 11091/2005;

- Elaborar material para “desmistificar” a questão da flexibilização;

- Criada subcomissão encarregada de elaborar documento base para a discussão.

Silvio Corrêa

FONTE: CIS UFRGS

[UFRGS-FLEXIBILIZAÇÃO JORNADA DE TRABALHO:]: RELATO DA PRIMEIRA REUNIÃO DA COMISSÃO DE ESTUDO DA FLEXIBILIZAÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO NA UFRGS, REALIZADA DIA 16/05/2013

Foi informado pelo Reitor de que a UFRGS dispõe de 1 ano para implantar o ponto eletrônico e que a resposta de como e quando o fará deverá ser dada até 27/05, neste momento o representante da Progesp, Sérgio, informou de que este prazo estava suspenso, tendo em vista a troca do Procurador encarregado.

O Reitor salientou a importância da composição representativa da Comissão para que se construísse uma proposta de flexibilização que tivesse chance de chegar ao CONSUN e ser aprovada sem maiores discussões.

Não estiveram presentes a Diretora do IFCH e o assessor do Instituto de Química.


A Vânia iniciou os trabalhos distribuindo cópias dos seguintes documentos:

1) Decreto nº 1590, de 10/08/1995;

2) OF/NPPS/PR/RS nº6449/2012, de 02/10/2012;

3) Ofício Circular nº 27/2012 – PROGESP, de 17/10/2012;

4) Nota Técnica nº 150/2012/CGNOR/DENOP/SEGEP/MP, de 31/05/2012;

5) Portaria nº 97, de17/02/2012, da Secretaria de Gestão Pública do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
6) Resolução nº 56/11, de 22/12/2011, do Conselho Universitário da UFPR;

7) Portaria nº 1342, de 03/09/2012, do Reitor da UFAL; e

8) Resolução nº 010/2013, de 29/04/2013, do Reitor da UFSM.

A seguir solicitou aos presentes que expusessem o que esperavam do trabalho da Comissão e nós solicitamos a ela o mesmo. Brainstorming sobre o tema.

Ficou decidido que as reuniões acontecerão sempre as quintas-feiras, as 14 horas.

Ficou decidido que a Comissão instituída para tratar da implantação do ponto eletrônico será convidada a participar da próxima reunião da Comissão das 30 horas para troca de informações.

Ao final, por solicitação, foram distribuídas cópias do Decreto nº 1867, de 17/04/1996, que determina que o controle de assiduidade e pontualidade se dê através de controle eletrônico de ponto e do Ofício do Ministério Público Federal, de 2012, em que a UFRGS é questionada sobre os procedimentos que vem implementando para efetivar o ponto eletrônico.


Fundamentação Legal:





FONTE: CIS UFRGS


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

RELATÓRIO DA PLENÁRIA NACIONAL DO SETOR DAS FEDERAIS, 19 E 20/10/2012


Local: no Auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria – CNTI (SEP/Norte Quadra 505 Conjunto A), Brasília – DF.

Hora: A partir das 9h.

Entidades credenciadas: (32) trinta e duas (136) cento e trinta e seis (as) delegados(as).
SINTUFEJUF, SINTUFEPE-UFRPE, SINTEST-RN, APTAFURG, ASUFPEL, SINDTEST-PR, SINTESPB, ASSUFSM, ASUNIRIO, SINTUFS, SINTESAM, SINTUFSCAR, SINTUFPI, ASSUFRGS, SinSIFES-ACB, SINTET-UFU, SINTUFSC, SINTUR-RJ, SINTIFESgo, SINDIFES, SINTFUB, SINTUFRJ, SISTA-MS, SINTUFES, SINTUFCE, ASSUFBA, SINTUFF, ASAV, SINTUFEPE,FED., SINTEMA, SINTUF-MT.

Diretores presentes: Janine, Paulo Henrique, Gibran, Rolando, Luiz Antonio, Rosangela, Edson (em substituição temporária ao Coordenador Sandro), Sonia Baldez, Francisca (em substituição temporária a Coordenadora Neusa), Ronaldo, Charles, Diego, Darci, Ivanilda, Ângela, João Paulo, Paulo Vaz, Ligia, Antonieta, Raimundo Uchôa, Izabel (em substituição eventual ao Coordenador Pedro Rosa).

PAUTA:
01 - Informes;
02 - Painel: " Negociação coletiva e regulamentação do direito de greve no serviço público" - Com a presença das Centrais: CUT/ CTB/ CSP-CONLUTAS;
03 - Balanço da Greve das Federais - 2012.

MANHÃ DO DIA 19
Realizado um Painel sobre Negociação Coletiva e Direito de Greve, com a presença de três Centrais Sindicais. Representando a CUT, o companheiro Pedro Armengol, representando a Conlutas, o companheiro Ciro Garcia e pela CTB, a companheira Fátima Reis, que fizeram as explanações sobre os projetos em trâmite no Congresso Nacional e as dificuldades na atual conjuntura, principalmente após a greve dos Servidores Públicos Federais. Existe um novo projeto, construído por seis Centrais Sindicais do país, entre elas a CUT e a CTB, cuja minuta, tão logo esteja concluída, será repassadapara a Federação, pelos representantes destas duas centrais, quando será disponibilizada para toda base.

INFORMES DA DIREÇÃO NACIONAL
1 – Grupos de Trabalhos (GTs) do MEC: A Direção da FASUBRA participou de reunião com o MEC, para instalar e acertar a dinâmica e agenda dos Grupos de Trabalhos resultantes do Termo de Acordo da Greve 2012. Como resultado, ficou acertada a composição dos GT-Democratização e GT-Terceirização com 05 representantes; o GT-Reposicionamento de Aposentados e o GT-Racionalização e Dimensionamento com 03 representantes e o GT-IFES-Militares com 02 representantes.

a) Na agenda acertada teremos:



b) Para além dos GTs temos como desdobramento o Projeto de Lei, resultante do processo negocial, enviado ao Congresso. Este PL esta tramitando em regime de prioridade e tem caráter terminativo nas comissões demandando assim mais uma tarefa de acompanhamento e de pressão sobre o parlamento e ainda junto aos deputados na base da categoria, para garantir a aprovação do acordo da negociação da greve.

2 - CONTUA: Nos dias 24 e 25 de setembro deste ano, a FASUBRA esteve participando, com uma representação de dirigentes que integram a direção da CONTUA, do I Encontro sobre Negociação Coletiva nas Universidades Nacionais das Américas, realizado na cidade San Jose da Costa Rica, promovido pela CONTUA. Houve a apresentação de painéis expondo a situação em cada país das condições de trabalho e processos de negociação nas universidades da America. O quadro apresentado mostra uma diversidade que vai de processo de negociação coletiva na Argentina, a qual estabelece um piso mínimo a ser cumprido nacionalmente, com possibilidade de avanços conforme cada universidade, chegando à situação vivenciada pelos trabalhadores no Panamá, que ainda não tem sequer o direito à construção de seus sindicatos. A FASUBRA contribuiu neste debate apresentando a situação dos trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação, que embora retificada a Convenção 151 da OIT, não houve a sua regulamentação, portanto tudo o que conquistamos foi por meio de nossas greves. O relato completo deste Encontro será publicado em breve.

3 - ADIN da EBSERH: A FASUBRA, em conjunto com o ANDES e FENASPS, apresentou à Procuradoria Geral da República uma argumentação da assessoria jurídica da entidade, solicitando que aquela Procuradoria fizesse uma ADIN contra a EBSERH. A construção da ADIN já está sendo realizada pela Vice Procuradora, Dra. Débora Duprá; a FASUBRA está fazendo o levantamento da situação em cada hospital, para ajudar a fundamentar esta ADIN.

4 - Debate no Conselho Nacional de Saúde: No dia 9 de outubro corrente, a FASUBRA participou de um debate no Conselho Nacional de Saúde, que contou com a presença da representação do MEC. O Conselho Nacional de Saúde deliberou por uma resolução de que os Hospitais Universitários que não aderirem a EBSERH serão totalmente financiados pelo Ministério da Saúde.

5 - Seminário Nacional da FASUBRA com o tema: HUs 100% SUS – Contra a EBSERH: O eixo principal do seminário é formar, organizar e encaminhar a luta contra a EBSERH e os ataques aos trabalhadores dos Hospitais Universitários. A FASUBRA orienta as bases que façam pré-encontros e tragam suas demandas e propostas para luta contra a privatização.

6 - Seminário Nacional dia 22 de Novembro:
Durante o período da manhã será realizado o Seminário “317 anos de Imortalidade de ZUMBI”. À tarde teremos o Seminário “Assédio Moral e Diversidade”.

7 - Plenária de Eleição do Conselho Fiscal: Até dezembro/2012 a Direção da FASUBRA realizará a Plenária para Eleição do seu Conselho Fiscal. A Direção da Federação só está aguardando um parecer da assessoria jurídica, sobre como encaminhar de forma legal a plenária.

8 - Participação da FASUBRA no Seminário de Combate as Opressões, na Universidade Federal de Viçosa: As Coordenações de Mulheres (Ivanilda), Raça e Etnia (Sônia Baldez) e Políticas Sociais (Diego) participaram do Fórum de Políticas de Combate às Opressões - Racismo, Machismo e Homofobia realizado na Universidade Federal de Viçosa nos dias 04 e 05 de outubro. O objetivo do fórum foi organizar discussões e elaborar propostas acerca dos casos de agressões físicas e verbais de caráter heteronormativo, sexista e racista em salas de aula, alojamentos e espaços de integração entre as/os estudantes. A atividade foi organizada por diversos grupos: Coletivo de Diversidade Sexual "Primavera nos Dentes, Rede Universitária de Diversidade Sexual de Minas Gerais, Marcha Mundial das Mulheres, Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB, Núcleo Interdisciplinar de Estudo de Gênero - NIEG e Diretório Central de Estudantes da UFV, em parceira com a Pró-reitoria de Assuntos Comunitários da UFVA.

9 - OUTUBRO ROSA: A Direção da FASUBRA, por meio da Coordenação de Mulheres, nesta plenária, fez o lançamento da Campanha OUTUBRO ROSA, Movimento que se iniciou com lobby do BATOM e se transformou em Campanha Internacional de Luta contra a o Câncer de Mama, que acomete Mulheres e Homens e esta campanhas se realizam sempre no mês de outubro.

10 - SUBSTITUIÇÃO PERMANENTE: Em virtude de ter sido eleito vereador para a Câmara Municipal de Natal/RN, nas eleições/2012, o Coordenador de Formação e Comunicação Sindical, Sandro Pimentel, formalizou, na Plenária, sua renúncia ao mandato na Federação, conforme artigos 63, 64 e 65 do Estatuto. Transcrito, a seguir, a íntegra do documento apresentado: “Caros colegas da Direção Nacional da FASUBRA Sindical, entidades, correntes políticas internas (BASE, Vamos à Luta, Unidos, PSLivre, Tribo, CTB, Ressignificar e Independentes) e militantes de base espalhados por todo o Brasil. Inicialmente queremos saudar a luta da categoria que tem sido incansável e constante na defesa do serviço público e das universidades públicas, gratuitas, laicas e referenciadas socialmente. 
Como é do vosso conhecimento, participamos recentemente do processo eleitoral vitorioso em Natal, oportunidade em que garantimos uma cadeira de vereador pelo PSOL, partido que somos fundadores, presidente estadual e dirigente nacional. Sabemos dos diversos embates que teremos num parlamento majoritariamente de direita e reacionário, tanto é que dos 29 vereadores, a Frente Ampla de Esquerda e a classe trabalhadora estarão representadas por apenas três parlamentares. 
Nesse contexto, considerando o tamanho do desafio que temos pela frente na esfera municipal, analisamos como muito difícil conseguirmos conciliar com as importantes demandas e inúmeras tarefas nacionais do próximo período, o que nos leva, neste momento, a solicitar à plenária nacional da FASUBRA, com base no Art. 65, Inciso III e Parágrafos 3º e 4º do nosso estatuto a homologar nosso pedido de substituição permanente da atual direção. Gestão que nos honra pertencer e havermos contribuído humildemente até o presente momento. 
De igual modo, nomeamos o companheiro de luta Edson Nascimento de Lima a assumir nossas funções nesta direção. Nosso camarada certamente contribuirá com os inúmeros desafios em prol das demandas da categoria dos técnico-administrativos das IES. Como consequência, que seja elevado à condição de suplente o companheiro também de luta Roberto Luiz Machado da Silva.
Ademais, agradecemos pela experiência adquirida ao logo do período que tivemos a oportunidade de contribuir, parabenizamos a gestão democrática que tem sido rotina na Federação e nos colocamos sempre à disposição das lutas da classe trabalhadora. 
Saudações Sindicais e Socialistas
Sandro Pimentel".

DELIBERAÇÕES:
1. Organizar um plantão político para acompanhamento no Congresso Nacional do Projeto de Lei nº 4368/12 do Acordo de Greve. Produzir um informativo sobre a situação do trâmite do PL e questionar formalmente o relator se as emendas apresentadas ao PL prejudicam a aprovação do nosso projeto;

2. Acompanhar no Congresso Nacional os Projetos da Lei de Greve;

3. A FASUBRA, diante da resolução congressual, não participará dos fóruns de Governo que vai discutir o Direito de Greve;

4. A FASUBRA deve se integrar no processo de construção da CONAE 2014 e orienta as entidades de base a se envolveram no mesmo.

5. Fortalecer a luta contra a EBSERH, com Seminários, luta nos Conselhos Universitários, participação efetiva na Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, bem como com ampla campanha de mídia;

6. Encaminhar a luta regionalizada contra a EBSERH. Em todo local que houver discussão da EBSERH nos Conselhos Universitários, os sindicatos da região deverão estar presente. O financiamento com vistas a contribuir com a participação das entidades, que vier a ser solicitado à FASUBRA, será definido pela Direção Nacional.

7. Intervir nos Conselhos locais, Municipais e Estaduais de Saúde, para aprovar resoluções contra a implantação da EBSERH;

8. Cobrar da ANDIFES posição contrária à EBSERH e denunciar às ameaças que os Diretores dos HU's vem sofrendo do governo (MEC e MPOG) no tocante à falta de financiamento e realização de Concurso Público.

9. A FASUBRA deve colocar sempre na pauta, em todos os debates e negociações com o Governo, a ASCENÇÃO FUNCIONAL;

10. Lutar pela Revogação da Reforma da Previdência, articulando esta luta com o conjunto dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, uma vez que o STF reconhece que houve o Mensalão, na reforma da previdência viciando todo o processo decisório no Congresso Nacional;

11. Construir um Seminário Nacional de Organização Sindical no Serviço Público, ainda em 2012, abordando toda demanda atual, tais como: Negociação Coletiva, Direito de Greve, Acordo Coletivo Especial, Definição de Categoria, entre outros;

12. Implementar a Campanha Nacional pela Jornada de 30 Horas (Turnos Contínuos, Jornada Ininterrupta, etc. Decidir o melhor Slogan) e contra o Ponto Eletrônico;

13. Lutar contra a implementação da FUNPRESP;

14. Convocar imediatamente o GT-Educação, para discutir o Projeto de Lei nº 4.372/2012, de autoria do Poder Executivo, que prevê a criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior – INSAES;

15. Realizar um Encontro Nacional com a participação da FASUBRA, ANDES, SINASEFE e UNE para discutir a Política de Educação Superior no Brasil;

16. Participar efetivamente do Fórum da Auditoria Cidadã da Dívida;

17. A FASUBRA deverá priorizar a luta pela data base, na campanha salarial de 2013, em conjunto com o Fórum de Entidades;

18. A FASUBRA colocará toda assessoria jurídica a disposição do trabalhador, desde que o mesmo assim o deseje, devido ao ato de racismo a que foi submetido o trabalhador Clayton (FASUBRA), quando desenvolvia suas atividades, para Federação;

19. Participar, dia 7 de novembro do ano em curso, do lançamento da Campanha Salarial dos Trabalhadores do Serviço Público Federal e do Debate sobre Negociação Coletiva e Direito de Greve;

20. Lutar efetivamente no Congresso Nacional pela aprovação da PEC 555/06, que revoga o artigo 4º da Emenda Constitucional 41/03, acabando, assim com a contribuição previdenciária de 11% sobre o benefício de aposentados e pensionistas que excede o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

21. Cobrar da CONTUA a instalação imediata do GT-HUs, para discutir os HUs nas Américas.

22. A FASUBRA consultará o SINTESPB acerca do processo de eleição para Reitor da Universidade da Paraíba.

23. A FASUBRA pautará, o mais breve possível, um encontro do GT-ESPORTE, para debater a implementação da Secretaria de Esporte, conforme resolução Congressual.

24. FASUBRA implementará a sua resolução Congressual sobre o Plano de Demissão Voluntária - PDV;

25. Acompanhar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) de autoria do Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que pede a sustação do Decreto nº 7.777/2012, que estabelece medidas a serem adotadas por órgãos públicos federais em caso de greves e paralisações, autorizando a contratação de servidores estaduais, municipais ou de empresas de terceirização para substituir os grevistas;

26. A FASUBRA deverá cobrar ação dos sindicatos de base junto às Administrações das IFES, acerca da aplicação da Emenda Constitucional nº 70/2012, que trata da Integralidade da Aposentadoria por Invalidez.



FONTE: Informe de Direção Nº 08 - 24/10/2012 - Plantão: DN/FASUBRA

REUNIÃO DA CNSC – 03/10/2012


Pelo MEC: Leonel (SAA), Damaris (CGGP), Dulce (SESU) e Carmem (SENTEC);
Pela ANDIFES: Prof. Paulo Marcio (Reitor de Alfenas);
Pela FASUBRA: Hilbert, Vânia, Fatinha, Cenira (Substituindo a Tônia) e Almiram (Substituindo a Loiva) – CNSC. Paulo Henrique e Vanda – DN (participaram na parte da manhã);
Pelo SINASEFE: Toni, Hélio, Aliomar.

Parte da Manhã: 
1. Abertura dos trabalhos pelo Leonel;

2. Pela FASUBRA, Hilbert pede para que a ata da reunião anterior fique para discussão e aprovação na parte da tarde;

3. Programa Nacional de Capacitação: Foi aberto um debate com uma rápida apresentação da proposta apresentada pela FASUBRA, destacando-se a necessidade de uma Resolução da CNSC nesse sentido. Representante da ANDIFES relatou como é tratado a política de capacitação em Alfenas, destacando que o financiamento é custeado com recursos da instituição e da fundação. Disse que poder contar com a garantia de um financiamento, em rubrica específica para capacitação, reforçaria o esforço que a instituição vem fazendo. Após várias intervenções que percorreram pela bolsa de qualificação da CAPES, do diagnóstico da existência e atuações das CIS, do conhecimento dos programas de capacitações que estão sendo implementados, da necessidade de um planejamento de atuação da CNSC, entre outros, ficou claro que o debate precisa ser aprofundado e que a posição política afirmada pela CNSC é que deve ser apresentado um Plano Nacional de Capacitação/ Qualificação. Neste sentido, aprovou-se a criação de um GT da CNSC, com início de atuação ainda em 2012, com o objetivo de apresentar uma proposta a partir da sugestão já apresentada pela FASUBRA de programa de capacitação/qualificação para discussão e deliberação do pleno da comissão. A composição da comissão ficou definida: Pela bancada governamental - 01 representante do MEC, 02 da ANDIFES e 02 do CONIFES; pela bancada sindical – 03 da FASUBRA e 02 do SINASEFE. Em virtude da indisponibilidade de recursos para passagens e diárias, pelo MEC, nesse final de ano, as entidades comprometeram-se em buscar juto a direção meios para bancar a vinda de seus representantes, para isso, buscarão agendar a reunião do GT colada nas reuniões dos GT’s no MPOG. As entidades sindicais se comprometeram em confirmar a aceitação do encaminhamento proposto, bem como proceder a indicação dos seus representantes. ATÉ A PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, 08 DE OUTUBRO DE 2012;

4. Considerando o grande volume de atividades e ações decorrentes dos pontos acordados durante último movimento de greve - em particular do funcionamento concomitante de vários grupos de trabalho - e objetivando otimizar as ações, o grupo que irá tratar da elaboração da proposta de resolução sobre o Programa Nacional de Capacitação foi incumbido da tarefa de preparar um instrumento para coleta de informações junto aos setores de Gestão de Pessoas das IFE´s, com vistas a propiciar a realização de um diagnóstico da implantação do PCCTAE. Este instrumento deverá ser desenvolvido com vistas à realização de uma coleta de dados por intermédio do Canal CGGP. Seu objetivo é reunir informações que não estão disponíveis hoje de forma sistematizada;

5. Ainda com relação à questão da capacitação/qualificação foi acordado que deverá ser realizada uma revisão geral das regulamentações do PCCTAE com vistas à atualizar estes regulamentos considerados o surgimento de novos cursos, as dificuldades vividas pelos órgãos de gestão de pessoas, e sobretudo as mudanças que serão introduzidas na legislação em decorrência do acordo firmado no último movimento paredista, entre o governo e as entidades representativas dos trabalhadores técnico-administrativo em educação.

6. Reativação do Canal CGGP – A representação do MEC informou que aguardavam a realização da reunião da CNSC para que seus integrantes pudessem apresentar sugestões e contribuições quanto à reativação do Canal CGGP, antes de enviarem a solicitação à Diretoria de Tecnologia da Informação do MEC. Desta forma, e considerando a necessidade de se pensar em ações preparatórias voltadas à aplicação das alterações que deverão ser promovidas na legislação em decorrência do Acordo de Greve, em particular as alterações dos critérios para Progressão por Capacitação Profissional (Artigo 10 da Lei 11.091/2005 – PCCTAE, Anexo III), foi proposto pela representação da FASUBRA que se organizasse procedimento semelhante aos adotados à época do enquadramento no Nível de Capacitação. Desta forma, que se pudesse ao reativar o Canal CGGP viabilizar o registro prévio por parte dos servidores dos Cursos de Capacitação que realizou, antecipando as ações preparatórias para análise e aplicação das alterações que deverão ser introduzidas na legislação, a partir da aprovação do Projeto de Lei 4.368/2012, em tramitação na Câmara dos Deputados, e que objetiva implementar os pontos acordados no transcurso da última greve.

Parte da Tarde: 
1.Aprovação da ata da reunião anterior sem ressalvas;

2.Apresentação feita pela Dulce de um resumo do ocorrido nas reuniões dos GT’s MPOG colocando que a FASUBRA participou com uma representação provisória, ficando de encaminhar os nomes definitivos que comporão os GT’s até o dia 10. Citou que são quatro GT’ acordados com a FASUBRA (Racionalização e Dimensionamento / Terceirização / Democratização / Aposentados), sendo acrescido de um quinto pelo SINASEFE (inclusão dos servidores dos Colégios Militares no PCCTAE). Na opinião da Dulce alguns GT’s terão um volume maior de tarefas que os outros. Citou a demanda da descrição de cargos a ser finalizada junto ao debate de Racionalização. Leonel acrescentou que a equipe do MEC é pequena e ainda possuem as tarefas específicas de cada secretaria e coordenação. Lembraram ainda que estarão também participando dos GT’s dos docentes. Próxima reunião dos GT’s ficou agendada para os dias 29 e 30/10/12. Esse período foi agendado em virtude do MEC ter que levantar junto ao SIAPE alguns dados solicitados pelas entidades sindicais, dados esses que servirão de balizamento para os estudos a serem realizados pelos GT’s.

3.Passou-se a seguir para análise dos processos recebidos pelo MEC, encaminhados por IFEs ou por servidores individualmente. Com relação aos processos o pleno definiu:
a)processos de recursos – devolver para os impetrantes tendo em vista que a instância definida na lei para analisar recursos são os conselhos universitários de cada instituição;
b)processos com demandas de racionalização – CNSC já finalizou sua análise e encaminhou os pontos consensuados e os dissensos para o MPOG. Esse tema estará sendo tratado em GT específico acordado na greve;
c)processos que solicitaram esclarecimento de dúvidas com relação à determinados cursos de capacitação ofertados na modalidade EAD, dúvidas essas relacionadas à seriedade ou não de algumas empresas com relação a compatibilidade da carga horária com o período realizado, cursos em promoção “pague um, leve dois”, etc. – em virtude de não existir por parte do MEC legislação que regulamente a oferta de cursos de capacitação profissional, a CNSC entendeu ser necessário um estudo mais aprofundado com relação a essa demanda. Ficou acordado que seria levantado junto às IFE’s se produziram alguma regulamentação institucional para aceitação/ou não de cursos como esses. Entrará em pauta para discussão da CNSC podendo a seguir ser expedida alguma orientação/sugestão para as IFE’s.


FONTE: Informe de Direção Nº 07 - 21/10/2012 - Plantão: DN/FASUBRA

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

[FASUBRA]: RELATÓRIOS DAS REUNIÕES DOS GRUPOS DE TRABALHO FRUTO DO ACORDO FINAL DA GREVE 2012


GT – Tercerização (01/10 às 10h)

Pela FASUBRA: Almiram, Paulo Henrique, Gibran, João Paulo e Rosangela.
Pelo SINASEFE: Helio Eugenio,Tonny M. Martinho e Aliomar.
Pelo MEC: Amaro Lins,Dulce Tristão, Antonio Cunha,Carmem Regina, Aléssio Trindade,Adriana Weska.
Pelo CONIF: Claudio Ricardo, Nilva Celestina.

OBS: Perguntamos os motivos da ausência do MPOG e da ANDIFES, a SESU informou que não tinha recebido nenhuma justificativa, ate o término da reunião, no entanto salientou que a Andifes já havia informado os nomes de seus representantes nos GT’s.

A reunião iniciou com o objetivo de discutir e acertar o cronograma e a metodologia dos trabalhos. Após uma breve e importante discussão ficou acertado a dinâmica e parte do calendário das próximas reuniões. E que devemos ter acessos aos dados dos quantitativos de terceirizados, áreas e custos por IFES, incluindo fundações e Empresas Publicas que atuam nas IFES . Depois deste acerto definimos o que segue abaixo:

Dia 30/10 – Terça Feira. Horário: 10h
Reunião com debate conceitual e teórico sobre o tema terceirização.
15/11/2012 – Quinta Feira
Data limite de envio do banco de dados das informações que serão entregue pelo MEC e entidades dos trabalhadores Técnico-Administrativos das IFES, no que pese conceitos de terceirização.

Dia 29/11 – Reunião com objetivo de aprofundar o debate sobre o tema em si. Nessa reunião terá também o objetivo de marcar o restante do calendário das próximas reuniões do Gt para a conclusão dos trabalhos. Nessa reunião o debate já será subsidiado pelo conjunto de documentos solicitados.


GT – Democratização (01/10 às 14h)

Pela FASUBRA: Almiram, Paulo Henrique, Gibran, João Paulo e Rosangela.
Pelo SINASEFE: Helio Eugenio,Tonny M. Martinho e Aliomar.
Pelo MEC: Priscila Oliveira,Maria Cristina,Carmem Regina,Mariana S. Fenelon, Dulce Tristão.
Pelo CONIF: Claudia S. Soares de Souza, Claudio Ricardo.

A reunião não discutiu o tema em si. O objetivo era discutir e acertar o cronograma e a metodologia dos trabalhos. Após uma breve e importante discussão ficou acertado a dinâmica e parte do calendário das próximas reuniões.

Definimos que as entidades representantes dos Trabalhadores, iram enviar o que tem de acumulo sobre este debate e encaminhar para o governo. Destacamos que para avançar de fato seria necessário a disposição do governo em eliminar todo entulho autoritário da época dos Governos Collor e FHC e que estava sendo mantido pelo atual governo. O governo se encarregou de fazer um apanhado de todas as legislações e projeto de lei que trate sobre o assunto e enviar para as entidades o mais breve possível.

Citamos que para os institutos existe uma legislação avançada, no tocante a algumas questões, inclusive determinando eleições paritárias e a participação dos técnico-administrativos como candidatos e que nossa proposição inicial era de extensão para as Universidades, mas que considerando a autonomia universitária, poderia se iniciar com a retirada das leis que entravam e são usadas por alguns para travar o debate.

O SINASEFE citou que está previsto que um técnico-administrativo pode ser candidato desde que esteja no nível de classificação “E” e eles querem que seja estendido a todos, independente do nível de classificação, podendo ser exigido que seja graduado.

Questionados pelo MEC se queríamos discutir eleições para reitores, foi respondido pela bancada sindical que a discussão ultrapassar isso e o que deve ser discutido de fato são as relações de democracia dentro das instituições e, em consequência, o compartilhamento da gestão.

Vejam:
Dia 30/10 – Terça Feira. Horário: 14h
Debate Teórico e conceitual sobre a democracia nas Universidades e Institutos Federais.

29/11 – Quinta Feira às 14h
Reunião para aprofundar a discussão sobre subtemas de interesse da categoria com o objetivo de começar a evoluir para os possíveis acordos e diferenças que possam existir em relação às diferentes concepções de democracia que existem nas universidades e Institutos federais que irão se expressar nesse GT. Essa reunião também terá o objetivo de marcar o restante do calendário.



GT – Racionalização e Dimensionamento
(02/10 – Terça feira, 10h)

Pela FASUBRA: Almiram, Paulo Henrique, Gibran, João Paulo e Rosangela.
Pelo SINASEFE: Helio Eugenio,Tonny M.Martinho e Aliomar.
Pelo MEC: Dulce Tristão,Carmem Regina,Maria Cristina M. da Silva.
Pelo CONIF: Nilva Celestina do Carmo.

A representação do MEC iniciou a reunião propondo que fizéssemos a reunião em três frentes: Dimensionamento da força de trabalho, Descrição de cargos e requisitos de ingresso.

A representação da FASUBRA e do SINASEFE cobrou que seria muito importante tanto a presença do MPOG, não só nesse GT, mas em todos os outros. Não só porque era esse o acordo, mas sem a representação do MPOG o desenvolvimento do trabalho e a conclusões estariam prejudicadas. Destacamos também a falta da representação da ANDIFES.

Em segundo lugar a representação da FASUBRA lembrou que já existe um trabalho acumulado na CNSC e que é desse material que tínhamos que começar as discussões.

A representação do governo, através do MEC, lembrou que existem outras tarefas a serem debatidas no ambiente da racionalização, a exemplo das discussões sobre atribuições dos cargos e critérios de ingresso, citando aí a questão da experiência em alguns cargos que vem criando problemas. A representação da FASUBRA respondeu que entende que esse trabalho deve ser feito, mas trata-se de uma demanda da Comissão Nacional de Supervisão, que não deve ter suas atividades esvaziadas pelos grupos.

Por fim, ficou acordado o seguinte:
31/10 – Quarta feira. 14:00h
Acertamos que essa reunião teria a necessidade de ser mais longa, pois a densidade do debate é profunda e repleta de elementos complexos. Ficou definido também que as próximas reuniões seriam definidas a partir dessa primeira reunião, pois, explicitamos que este GT será o que mais demandaria reuniões.Assim, as pessoas que irão em definitivo trabalhar este tema, de posse de todos os dados, terão nesta reunião a dimensão das exigências do tema e tirar um calendário adequado de reunião em definitivo e adequados as necessidade e exigência do debate


GT – Reposicionamento dos Aposentados

Pela FASUBRA: Almiram, Paulo Henrique, Gibran, João Paulo e Rosangela.
Pelo SINASEFE: Helio Eugenio,Tonny M.Martinho e Aliomar.
Pelo MEC: Dulce Tristão,Carmem Regina,Maria Cristina M. da Silva.
Pelo CONIF: Nilva Celestina do Carmo.

A representação da FASUBRA iniciou a discussão lembrando que já existe uma importante discussão acumulada na CSNC e que a partir desse material deveríamos iniciar os trabalhos, foi cobrado mais uma vez a presença do MPOG bem como da ANDIFES para dar legitimidade e fidedignidade a conclusão dos trabalhos desse GT.

Dissemos que este debate tem acumulo e estaríamos ali para convencer o governo da justeza política desta reivindicação, que estávamos corrigindo um erro na implementação do PCCTAE, que inclusive este GT poderia fazer uma recomendação as IFES que corretamente acertou este erro, num espaço democrático da Universidade, que é os Conselhos Universitários, que mesmo não sendo democrático em sua composição, por força da lei, eles corrigiram este erro dos aposentados e não podem ser punidos por fazer uma correção dentro de sua autonomia.

Não houve discordância por parte da representação do MEC e ficou acertado que a próxima reunião desse GT está agendada para o dia 31/10 às 10h.


FONTE: Informe de Direção Nº 03 - 05/10/2012 - Plantão: DN

terça-feira, 11 de setembro de 2012

RELATO DE PARTICIPAÇÃO DA FASUBRA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA, NO SENADO FEDERAL, SOBRE REGULAMENTAÇÃO DO DIREITO DE GREVE, 03/09/2012

Assunto: Relatório da Audiência Publica - Direito de greve no Brasil - 03/09/2012.
Senado Federal – 03/09/2012;
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa;
Audiência Pública;
Debate: Direito de Greve no Brasil;
Autor do Requerimento solicitando: Senador Paulo Paim.
Pela FASUBRA: Rolando, Ronaldo, Sônia e Almiram.

Relato:

Álvaro de França, Presidente da ANFIP, defende a regulamentação dos 3 pilares que são: direito à livre associação, direito à negociação e o direito de greve. Como necessidade prioritária, por força de Lei, que haja revisão anual das perdas inflacionárias com reposição automática. Enumerou os diversos projetos originários da Câmara e do Senado, sendo o mais antigo o de 1992, de autoria do Senador Paulo Paim. Criticou a pressa com que o governo vem apoiando a tramitação do projeto do Senador Aluizio Nunes Ferreira que encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, podendo ser votado em caráter terminativo, ou seja, sem a necessidade de ir a plenário.

Paulo Barela, CSP-CONLUTAS, começa lamentando a ausência na audiência do Senador Aloysio Nunes, autor do Projeto de Lei 710 que tramita no Senado, quando o Senador Paulo Paim o interrompe e na mesma hora afirma que o referido senador foi convidado pela comissão. Barela faz um levantamento histórico dos direitos que foram subtraídos dos servidores nos ultimo 20 anos, bem como, a subtração do direito a greve que vem sendo praticado pelo poder judiciário a partir do governo federal. Disse que o atual projeto do Senador Aloysio Nunes é a total negação ao direito de greve, pois corta o salário dos servidores em greve a 30% de sua remuneração e exige que 80% trabalhem durante a greve. Defendeu como princípio a auto-regulamentação da greve pelos servidores e trabalhadores, que sempre foram altamente responsáveis nos movimento grevistas. Portanto, regulamentar a greve no setor público, só pode ser para amordaça-lo, afirmou. Disse que a política do governo é de total retirada de direitos em benefício do capital e resgata as demissões deste ano na indústria automobilística, mesmo com todos os incentivos de IPI que foi dado pelo governo. Solicitou ao Senador Paulo Paim que interviesse junto ao governo para que houvesse negociação com as categorias em greve que ainda não fecharam acordo.

Luiz Henrique Schuch, Vice-Presidente do ANDES, afirmou que o projeto em tela é oportunista por tratar-se de um projeto de classe, ou seja, um projeto da classe patronal e que se contrapõe aos interesses da sociedade. Criticou a divisão existente no próprio governo, tendo em vista a criação de dois GT’s – Negociação Coletiva, um no MPOG e outro no MTE, bem como as atuais mesas de negociação estabelecidas com o governo, consideradas por ele como “mesas de enrolação”. Criticou ainda a prática anti-sindical do governo ao fechar acordo com quem nada representa para a categoria dos docentes, que na sua concepção oportunizará uma ampla possibilidade de retrocesso social.

Manoel Messias Nascimento Melo, Secretário de Relações do Trabalho – SRT do Ministério do Trabalho, falou que no Brasil o direito não é o mesmo para os segmentos da classe trabalhadora e que na disputa que sempre existiu no tecido social, nós já vivemos fases com os direitos atacados. Com relação aos servidores públicos, a constituição é omissa em relação ao direito à negociação coletiva, a qual foi ratificada pelo Brasil na Convenção 151 da OIT, que carece de regulamentação, e que causa estranheza ao ministério o imediatismo quanto à regulamentação do direito de greve dos servidores públicos, sem antes regulamentar a negociação coletiva. Afirmou que não há regramentos e trata-se de um tema importante, sendo fundamental a regulamentação da Convenção 151 da OIT. Criticou a falta de acesso a direitos sociais por parte dos servidores municipais, que inclusive, sequer têm direito à sindicalização. Defende a normatização do direito de greve, com o estabelecimento dos serviços essenciais em acordo com os trabalhadores. Teceu comentários sobre os dois projetos que tramitam no governo, ou seja, a partir do ministério do planejamento e do ministério do trabalho, afirmando que já existe uma articulação entre esses dois ministérios, no sentido de que haja uma única minuta, ouvidas as centrais e a representação dos servidores. Fez referência à greve na segurança publica, dado o seu caráter polêmico, afirmando que não existe nenhum paralelo no mundo que, em se regulamentando o direito de greve, não temos como imaginar um grevista usando porte de arma.

Remi Cassione, representante do PROIFES, disse que se soma a todas as intervenções que o antecedeu e fez uma retrospectiva sobre o entendimento do PROIFES no tocante ao direito de greve. Disse que o PROIFES é a única entidade que representa os professores que fez parte no GT-Negociação Coletiva no Ministério do Planejamento. Falou do trabalho realizado pelo grupo de Negociação Coletiva, em cujo documento final, segundo seu entendimento, o direito de greve encontra-se bem regrado, a regulamentação da Convenção 151 da OIT está garantida, além da determinação de data base, etc., etc.

Almiram, pela FASUBRA, disse que a FASUBRA tem 34 anos de vida e teve início com as associações, pois não tínhamos direito de sindicalização e, ainda assim, participou dos protestos pela democratização e da elaboração de leis que vieram para consolidar a democracia, utilizando-se, inclusive, do instrumento da greve.
Falou que a FASUBRA fez greve por salários, mas também fez greves políticas em defesa da educação. Afirmou que saímos dos debates no GT criado no Ministério do Planejamento por força de resolução congressual, que nos proíbe de negociar direitos, bem como do fato de não aceitarmos que a mesa do Ministério do Planejamento excluísse parte do movimento sindical como excluiu. Disse que repudia o projeto do senador Aloysio Nunes, lembrando que o senador Paulo Paim faz parte da bancada do governo e que o governo, por ter ampla maioria, aprova o que quer, pedindo ao Senador Paim a retirada do mesmo (O Senador Paim esclareceu que só o senador Aloysio Nunes pode retirar o projeto). Afirmou que os trabalhadores garantiram o direito a greve a ferro e fogo e que o movimento vai sempre lutar pela garantia da data base. A FASUBRA não vai aceitar nenhum projeto autoritário.

O SINASEFE expressou com veemência toda a sua insatisfação por não terem sido convidados e lamentou que o PROIFES, com apenas 3% da representação da base, estivesse presente naquela mesa, na qualidade de entidade convidada.

ENCAMINHAMENTOS

O Senador Paulo Paim falou que encaminhará outro debate com as centrais sindicais e que convidaria pessoalmente o Senador Aluizio Nunes; acatou as sugestões a serem incluídas no debate sobre direito de greve: data base e definição de política salarial entre outras questões; em atendimento à solicitação das entidades participantes (CSP-CONLUTAS e ANDES) do representante do SINAGÊNCIAS, ficou de encaminhar junto a presidenta Dilma a necessidade de reabertura de negociação com as entidades que não assinaram o acordo e que continuavam na greve; foi aprovado o teor do requerimento para uma próxima audiência pública, com data a ser definida.

FONTE: Informe de Direção Nº 01 - 04/09/2012 - Plantão: DN

sábado, 1 de setembro de 2012

RELATO DA REUNIÃO DO FÓRUM NACIONAL DAS ENTIDADES DOS SPFs COM A SRT/MP, 30/08/2012 ÀS 20:00 HS

Entidades Presentes: CUT, CONLUTAS, CTB, FASUBRA, SINASEFE, CONDSEF, ANDES, CNTSS, ASFOC, SINAL, UNACON, FENASPES, ASSIBGE, SINDIFISCO.
Pela FASUBRA: Janine e Ronaldo
Pela CTB: João Paulo e Paulo Vaz (Coordenadores da FASUBRA) Presentes pelo Governo: Sérgio Mendonça, Marcela Tapajós e Rosi Jacques.

A reunião foi iniciada com a fala das Centrais e o CONLUTAS começou dizendo que já fazia algum tempo que não havíamos nos reunido na mesa geral e que não houve avanço nas negociações gerais, apesar dos avanços observados nas mesas setoriais. Informou que estávamos ali mais uma vez para buscar respostas à pauta geral e que a bancada sindical achava necessária a retomada das negociações com categorias que não tinham fechado acordo até o momento, apesar da data do dia 31 de agosto. Que queríamos explicações do governo com relação a ações de repressão e perseguições acontecidas neste movimento paredista, onde há uma enorme preocupação da bancada sindical com relação à naturalidade com que a mídia vem pautando em seu noticiário as ações ocorridas de arapongagem e infiltrações de agentes da ABIN no movimento e que o governo não dá uma resposta a tais informações, tornando-se omisso. Essas ações nos remete aos tempos do regime autoritário. Disse aindaque a fala da Ministra Ideli Salvati na imprensa causa espanto porque a faz em tom de ameaça ao movimento com a agilização da tramitação de PL no Congresso que visa acabar com a greve no serviço público. Ponderou que o governo deveria tratar o movimento não como algo nocivo mas como uma expressão maior da democracia.

O representante da CUT iniciou sua fala colocando que não há sinais de melhorias no processo negocial, cobrando agilidade do governo na regulamentação da Convenção 151 da OIT. Lembrou que já havia uma construção no MPOG neste sentido e que precisava sair da gaveta o mais rápido possível. Falou que o governo não poderia pautar a agenda do país o tema em tom de ameaças mas que deveria ter sim a preocupação de pautá-lo sinalizando como uma melhoria na qualidade do processo negocial e das relações de trabalho. Que nos parece a que a pauta política é a de acabar com a greve no serviço público e que essa posição conta com a simpatia e defesa de alguns setores do governo e se assim acontecer todos teremos perdas enormes porque haverá mais radicalização nos debates e enfrentamentos.

A CTB iniciou sua fala dizendo que, embora fechados alguns acordos, não há pleno atendimento aos anseios das categorias. O governo tem que nos apresentar respostas concretas à pauta geral. Cobrou do governo um pronunciamento sobre as matérias veiculadas na imprensa sobre infiltrações de agentes no movimento. O não pronunciamento por parte do governo só iria confirmar o que tanto se fala na mídia e que o movimento, neste caso, fará denúncias a organismos internacionais de tais práticas.

Em seguida o secretário Sérgio Mendonça cumprimentou a todos agradecendo a presença e ressaltou que estávamos completando 10 anos de negociação coletiva. Colocou que o período de greve neste ano de 2012 nos trouxe vários ensinamentos e que haverá pressão para que haja a regulamentação do direito de greve. Que a lei que regulamenta a greve no setor privado não é uma boa lei para o setor público. A equipe da SRT não aceitará nenhum projeto de regulamentação que seja “draconiano”. Que precipitará o debate sobre a regulamentação da Convenção 151 da OIT buscando realizar um debate construtivo o quanto antes e que este debate é prioritário a curto prazo, colocando-o como a primeira pauta a ser debatida na mesa geral. O secretário acha que o governo não pode cometer o erro político de encaminhar a discussão de forma isolada. Sobre as negociações, falou que a economia externa prejudicou em muito o andamento das negociações e que aparentemente houve um reajuste linear mas que categorias também receberam outras condições na negociação realizada. Disse que a nova sistemática da LDO criou o dia 31 de agosto como sendo uma data base e que o limite orçamentário foi muito encurtado. Que os acordos firmados terão em 2015 uma repercussão de cerca de 30, 8 bilhões. Falou ainda que, apesar dos conflitos, o diálogo foi mantido e que a reposição de horas de trabalho e o corte de ponto será discutido com as categorias. Anunciou um pequeno avanço na pauta de benefícios com repercussão anula de cerca de 800 milhões de reais, sendo o valor do auxílio alimentação acrescido em R$ 69,00, passando a R$ 373,00 e o auxílio saúde tendo reajuste de 15% a 30%, com o percentual maior sendo aplicado na faixa etária maior, ambos vigorando a partir de janeiro de 2013. (grifo meu).

O ANDES questionou que pela fala do secretário, deu a impressão de que a data base já estaria definida unilateralmente.

Novamente o secretário retomou a palavra e afirmou que não há o debate no governo no sentido de definir a data base como sendo o mês de agosto e que o dia 31 do mês em questão fica mais interessante do ponto de vista orçamentário para o governo.
O SINASEFE indagou ao secretário se o governo tem de fato interesse em negociar a regulamentação da Convenção 151 da OIT. Quais elementos existem de discussão e como construir uma agenda para a definição da pauta em tela.

A bancada sindical questionou o governo sobre o ínfimo reajuste dos benefícios e cobrou uma política de reajustamento anual dos valores, lembrando ainda que o secretário havia se comprometido em trabalhar para que o reajuste fosse aplicado ainda no ano de 2012.

Novamente o secretário afirmou que os valores só foram reajustados por conta da pressão dos movimentos e que é simpático a definição de uma política de reajustamento anual dos benefícios, se comprometendo a fazer o debate por dentro do governo. Acha pouco provável que haja alterações nos reajustes anunciados para os benefícios. Com relação ao corte de ponto, afirmou que haverá negociação com quem negociou ou não acordos. Afirmou que está autorizado pela presidenta Dilma a discutir a regulamentação da Convenção 151 da OIT a partir do dia 01 de setembro deste ano. Solicitou que a bancada marcasse a próxima reunião para o final de setembro ou início de outubro tendo em vista a conclusão de alguns itens de negociação pendentes e que precisaria de mais tempo para fazer a discussão dentro do governo sobre o reajuste dos benefícios para este ano.

A reunião foi encerrada com a próxima reunião da mesa marcada para o dia 27 de setembro próximo.

FONTE: INFORME DIREÇÃO NACIONAL DA FASUBRA - ID2012 AGO-02

RELATO DA REUNIÃO DAS ENTIDADES DO FÓRUM NACIONAL DOS SPFs, 30/08/2012 ÀS 13:00 HS

Presentes: FASUBRA, ANDES, SINASEFE, CONDSEF, ASSIBGE, FENASPS, ASFOC

Pauta da reunião: informes sobre os acordos assinados e os encaminhamentos da greve nacional e preparação para reunião marcada com a Secretaria de Relações de Trabalho-MPOG.

Informes:

ANDES - continuam no impasse, visto que o governo se nega a recebê-los. Algumas bases saíram da greve e nesse final de semana o Comando fará uma avaliação política mais aprofundada do momento. Avaliam que o acordo assinado, embora tenha recomposição salarial, traz retrocessos para a carreira e que foi protocolada contraproposta no MEC e MPOG, tentando recompor conceitos da carreira, mas o governo se negar a reabrir negociações.

ASFOC - assinaram o acordo com o percentual de 15,8 e um aditivo por dentro da carreira.

ASSIBGE - assinaram acordo aceitando o percentual e avançando em alguns pontos da carreira, entre os quais, a incorporação de parte da gratificação e com isso repassando também para os aposentados. Negociaram a reposição dos dias parados e questões relativas aos trabalhadores temporários.

CONDSEF - assinaram acordo para diversas categorias e para os integrantes do PGPE, onde optaram pelo valor nominal, aplicado na gratificação de desempenho, utilizando o montante que seria necessário para o reajuste linear de 15,8%. Assinaram acordo quanto ao reajuste do auxílio alimentação e do auxílio saúde.

SINASEFE - protocolou junto a SRT-MPOG um aditivo ao acordo assinado pela FASUBRA em relação à três pontos que ficaram de fora, para assinarem o acordo. Vão ter uma reunião com o governo para discutir. Quanto aos docentes, se negam a assinar conjuntamente com o PROIFES.

FASUBRA - acordo com o percentual de 15,8%, mais alguns elementos da carreira: evolução do step e reajuste do incentivo a qualificação, com extensão desses incentivos a todos os trabalhadores, além de mudança também no incentivo a capacitação. Fora isso ficou acertada um calendário para discussão dos demais pontos de pauta, através de Grupos de Trabalho, com tempo determinado.

FENASPS - informou que foram tratados com desrespeito pelo governo que não os recebeu e sequer respondeu a pauta de reivindicações.


Avaliação:

As entidades avaliaram de conjunto que o movimento de greve foi positivo e que só aconteceu a greve por conta da organização no fórum e que este espaço deveria ser mantido. Foi exaltado que desde 2003 não acontecia uma greve tão forte no serviço público e isso dobrou o governo que, embora não tenha dado o reajuste pleiteado pelo fórum, teve que apresentar um reajuste que seguiu a lógica das entidades, com um percentual igual para todos, embora algumas entidades tenham utilizado de outra forma e/ou avançado em outros pontos: tudo isso se deu por força do movimento.

Foi questionado o acordo assinado pela CONDSEF referente ao reajuste dos auxílios alimentação e saúde, por tratar-se de pauta geral de todas as entidades. A representação falou que negociaram esses pontos por ser uma reivindicação de sua categoria e ficou claro que será extensivo para todos do Executivo.


Encaminhamentos:

  • Vai se manter a dinâmica de reuniões anteriores, com a fala das 3 centrais e duas entidades, sendo flexibilizado para que, caso alguma entidade do fórum possa se manifestar, caso avalie importante complementar;
  • Será cobrada a reabertura de negociações com o ANDES e outras entidades que ainda não assinaram acordo e permanecem em greve;
  • A representação do fórum não vai se manifestar sobre o acordo assinado sobre benefícios, até que o governo o apresente;
  • Necessidade de nova reunião para debater pendências financeiras e outros assuntos;
  • As entidades devem se fazer presentes à audiência no Senado, que debaterá direito de greve.

FONTE: INFORME DIREÇÃO NACIONAL DA FASUBRA - ID2012 AGO-02